Egito, Tunísia e Venezuela: Uma só revolução!

Declaração do comitê brasileiro da campanha “Tirem as Mãos da Venezuela”

Atendendo ao chamado do Presidente Chávez da Venezuela e do Congresso Mundial dos Povos Bolivarianos para uma jornada internacional de solidariedade à revolução venezuelana nestes dias 2 e 4 de Fevereiro de 2011, nos dirigimos a todas as organizações políticas, movimentos populares, dos trabalhadores e da juventude, partidos, sindicatos, entidades estudantis e a todos que se reivindicam da luta anti-imperialista e pela liberdade dos povos: É hora de unir todas as forças em defesa das lutas dos povos do Egito, da Tunísia e da Venezuela!

A revolução na Venezuela já dura 12 anos e está cada vez mais ameaçada. Se hoje o imperialismo dos EUA não tem as condições políticas de invadir militarmente a Venezuela ou de patrocinar um golpe militar como o fez em 2002, hoje busca desgastar a revolução pela sabotagem econômica, pelo cansaço e pela via parlamentar. E é claro que para as classes dominantes de todo o mundo, o fato da revolução bolivariana da Venezuela seguir resistindo até hoje significa um grande “mau exemplo” para os povos de todos os países do mundo, em especial agora para os países árabes.

A melhor solidariedade que pode ser dada hoje à revolução venezuelana é o avanço das revoluções na Tunísia e no Egito. E, dialeticamente, a melhor ajuda que podem ter hoje os povos da Tunísia e Egito, é o desenvolvimento de movimentos revolucionários em outros países árabes e o aprofundamento e radicalização da revolução na Venezuela, com a expropriação dos bancos e grandes meios de produção, finalmente planificando a economia sob controles dos trabalhadores e dando o exemplo para todos os povos do mundo.

A atual situação econômica na Europa – com as recentes grandes manifestações de trabalhadores e jovens contra os pacotes “anti-crise” nas ruas da Grécia, Portugal, Espanha, Itália, França, Inglaterra, etc. – também anula qualquer possibilidade de intervenção militar por parte dos imperialismos europeus no Egito ou Tunísia. Isso incendiaria todo o velho continente, onde vivem e trabalham milhares de imigrantes árabes, que se juntariam furiosamente aos já cada vez mais descontentes trabalhadores e jovens europeus. Os EUA também não têm uma situação tranqüila dentro de casa.

Na Tunísia, após a derrubada do ditador Ben Ali em 14 de Janeiro, o povo agora luta para derrubar o Governo provisório que é na verdade uma continuação do regime do RCD. No Egito, inspirados pelo povo tunisiano, trabalhadores e jovens lutam para derrubar o ditador Mubarak, no poder há 30 anos. Nesses dois países os povos estão se organizando em comitês revolucionários e começam a assumir a responsabilidade dos serviços públicos em várias cidades. Inspirados por eles, centenas de milhares saíram às ruas em outros países árabes como a Jordânia, o Iêmem, o Líbano e até na Arábia Saudita. No dia de hoje, mais de 2 milhões de egípcios ocupam o centro do Cairo e Mubarak está por um fio.

Por tudo isso, no Brasil, nestes dias 2 e 4 de Fevereiro, nós, ativistas da campanha “Tirem as Mãos da Venezuela”, fazemos das atividades em solidariedade à revolução venezuelana, atividades também em solidariedade às revoluções egípcia e tunisiana!

• Fora Mubarak do Egito!
• Abaixo o Governo Gannouchi na Tunísia!
• Viva a Revolução Egípcia!
• Viva a Revolução Tunisiana!
• Viva a Revolução dos povos árabes!
• Fora o imperialismo do Magreb e Oriente-Médio!
• Viva a Revolução Bolivariana da Venezuela!
• Egito, Tunísia e Venezuela: Uma só Revolução!

Comitê Brasileiro da campanha "Tirem as Mãos da Venezuela"
São Paulo, 1º de Fevereiro de 2011.

Giro de venezuelano pelo Brasil é um sucesso!

por Caio Dezorzi

Na segunda quinzena de Novembro, a convite da campanha internacional “Tirem as Mãos da Venezuela” (www.manosfueradevenezuela.org - campanha presente em mais de 50 países que promove atividades em solidariedade à revolução venezuelana) em conjunto com o Movimento Negro Socialista (www.mns.org.br), o estudante venezuelano e militante marxista, Euler

Calzadilla, fez um giro por universidades brasileiras explicando como hoje na Venezuela todos têm acesso ao ensino superior público e gratuito sem necessidade de um “vestibular” como ocorre no Brasil – que acaba excluindo a imensa maioria dos jovens das universidades públicas – e também sem a necessidade de políticas de ações afirmativas, como as cotas raciais propostas recentemente no Brasil.

Cerca de 300 pessoas, entre jovens estudantes, professores, jornalistas participaram dos debates com o venezuelano. Com propriedade e fundamento, Euler – que foi um dos estudantes que participou do primeiro senso em 2003 na Venezuela, organizado pelos próprios estudantes, para aferir a demanda por vagas nas universidades do país e os motivos pelos quais o povo não tinha acesso ao ensino superior – explicou nos debates como foram criadas a partir de 2003 as Universidades Abertas na Venezuela e as mais de 1.400 Aldeias Universitárias da “Missão Sucre”, que leva a universidade aos locais de trabalho e comunidades mais carentes e afastadas.

Euler também demonstrou como foi possível, combatendo e eliminando a burocracia, fundações privadas e ONGs, ampliar o número de vagas para todo o povo com um orçamento menor que a metade do antigo orçamento das universidades autônomas que ainda existem e só propiciam vagas a uma ínfima parcela da população.

Em um dos debates de São Paulo, realizado no Instituto de Artes da Unesp, compareceram 2 estudantes venezuelanos que atualmente moram no Brasil cursando doutorado em Física no Instituto de Física Avançada da Unesp e que se opõem às medidas de universalização do ensino superior na Venezuela. Estes estudantes intervieram na discussão defendendo a meritocracia e implantação de provas como o vestibular para determinar quem pode ou não entrar na universidade. Com argumentos visivelmente preconceituosos explicaram que a qualidade do ensino nas universidades cai quando todos podem entrar.

Mas Euler explicou como hoje os cursos nas Universidades Abertas da Venezuela e nas Aldeias Universitárias têm qualidade superior, pois são planejados e discutidos coletivamente por conselhos de estudantes, professores e comunidade, de tal forma que o produto do conhecimento gerado na universidade possa ser revertido em bem social para a comunidade com a qual se relaciona.

Segundo Euler, os engenheiros formados neste novo sistema na Venezuela são levados a elaborar soluções para problemas concretos da população e não para “projetar carros para a Fórmula 1”.

Euler levou essa discussão para estudantes secundaristas de Condado, em Pernambuco; para a Universidade Federal de Pernambuco, em Recife; para o campus da Unesp na capital paulista; para a cidade de Bauru, no interior de SP; para a Universidade Federal do Paraná, em Curitiba; para a Univille, em Joinville – Santa Catarina; para a Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis; para a PUC-SP, em debate co-organizado pela APROPUC (Associação dos Professores da PUC), justo na semana em que a Reitoria havia sido ocupada pelos estudantes que exigiam a redução das mensalidades; e para a Universidade Federal do Rio de Janeiro, em atividade co-organizada pela Casa da América Latina, justo na semana em que o exército ocupava o Complexo do Alemão.

Quando passou por Joinville, Euler concedeu entrevista a uma emissora de rádio e em Bauru, interior de São Paulo, onde a atividade foi promovida pelo mandato operário, popular e socialista do Vereador Roque Ferreira, do PT, Euler concedeu entrevista ao Jornal da Cidade (com facsímile da publicação ao lado).

Além disso, Euler – que é membro da Frente Bicentenária de Fábricas Ocupadas pelos Trabalhadores - ainda participou de debates sobre as ocupações de fábrica e o controle operário na Venezuela, que reuniram cerca de 200 pessoas. Três deles foram realizados a convite do Conselho Operário da Fábrica Ocupada Flaskô: um na própria Fábrica Ocupada, outro na Unicamp e um último no Sindicato dos Petroleiros de Campinas. Os outros foram realizados a convite do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de SP e da Esquerda Marxista do PT.

Todo o giro do Euler foi financiado com contribuições voluntárias de sindicatos, entidades estudantis e dos próprios jovens e trabalhadores que participaram dos debates. Nos locais onde os debates foram realizados, agora se discute a formação de comitês permanentes da Campanha “Tirem as Mãos da Venezuela”.

Debate no Rio hoje com apoio da Casa da América Latina


Debate será realizado na UFRJ hoje ás 18:00, com apoio do Consulado Venezuelano no Rio de Janeiro e da Casa da América Latina (www.casadaamericalatina.org.br).

Operários Vidreiros do Brasil saúdam expropriação de empresa vidreira na Venezuela



Em seu giro pelo Brasil, o militante venezuelano, Coordenador da Frente Bicentenária de Empresas Ocupadas Pelos Trabalhadores da Venezuela, em visita à uma assembléia de operários de fábricas de vidros na região de Ferraz de Vasconcelos, cidade da região metropolitana de São Paulo, recebeu uma moção aprovada pela assembléia em sua presença, em apoio às nacionalizações (estatizações) de empresas, efetuadas pelo presidente Chávez na Venezuela.


"Ao Governo da República Bolivariana da Venezuela
Ao Presidente Hugo Chavez
Excelentissimo Presidente,

Vimos através desta externar todo apoio às nacionalizações efetuadas por seu governo.
Saudamos estas iniciativas que têm o objetivo de se apropriar da riqueza produzida pelos operários para beneficiar todo o povo trabalhador venezuelano.
Saudamos em especial a nacionalização da empresa Owens Illinois, indústria de vidro que também tem fábricas em nosso país (CISPER).
Aqui, esta multinacional explora e oprime os operários. Inclusive há dois meses um operário morreu junto à máquina, na planta localizada na cidade de São Paulo.
Onde deveriam estar 3 operários trabalhando, só havia 1 para realizar o mesmo trabalho.

Parabéns Presidente Chávez.

Receba nossa solidariedade de luta e de apoio à Revolução Venezuelana!

Aprovado por aclamação na assembléia de trabalhadores na indústria do vidro do Estado de São Paulo.

Ferraz de Vasconcelos, 20 de novembro de 2010."


Diálogos Políticos entre Brasil e Venezuela: O Giro de Euler Calzadilla em Pernambuco


por Mateus de Sá Barreto Barros

Quando se propõe a realizar um diálogo entre o Brasil e qualquer país latino americano, surge de pronto um impasse: “em que medida outro país da América Latina, pode acrescentar algo ao Brasil?”. Esse questionamento, ou melhor, posicionamento, representante dos valores hegemônicos da sociedade brasileira – que propagandeia, de maneira incisiva, a soberania, de certo modo, imperialista, que esse país possui em relação aos outros países do mesmo continente – afasta, de imediato, qualquer forma de diálogo.

Sabia-se, dentro da estrutura de poder que está fundado o estado de Pernambuco e sob a estrutura meritocrática que está fundamentado o estado brasileiro, poderia haver uma insensibilidade simbólica – no sentido de que seria impossível imaginar – qualquer formato universitário, público e de qualidade, que fosse diferente do sistema brasileiro.

É certo que muitas dessas questões conseguia-se apreender no cotidiano, nas divulgações que estava sendo realizada nos corredores da universidade. A pergunta que era feita para incitar às pessoas irem ao debate era: “Se na Venezuela pode, por que o Brasil não?”. A resposta se dava de maneira automática, quase antevendo a própria pergunta: “Porque Chaves estar no Poder! Na verdade, o que não é público na Venezuela hoje?”.

A questão da Venezuela, aparentava, nessa perspectiva, ser muito simples. Tinha Hugo Chaves como líder e era o nome principal da Revolução Bolivariana. Bom, se a questão da Venezuela se reduzisse a tais aspectos, eram muitos os especialistas que tinham na universidade que dominavam com propriedade e perfeição as questões políticas, econômicas, sociais, culturais, etc. que estruturam aquele país. Nesse sentido, não seria necessário vir um venezuelano para falar sobre universidade pública, haja vista a quantidade de especialistas que tinham em Pernambuco, que poderiam palestrar, com qualidade até melhor que um sujeito, natural da Venezuela, que se dispõe a vir para esse país, para falar do processo histórico recente do seu próprio país.

Contudo, crer-se-ia que a matemática não é tão simples assim e foi possível constatar isso nas intervenções que Euler Calzadilla fez em sua estada em Pernambuco, tanto em Recife quanto em Condado. Dentre as questões colocadas por Euler, quatro nos chamaram atenção: a) o processo histórico do capitalismo; b) a questão política na atual Venezuela; c) o papel da mídia; d) Missão Sucre.

A análise que Euler fez sobre o processo histórico do capitalismo foi muito contundente, tanto do ponto de vista político quanto científico, marxiano. Quando o mesmo faz menção a bíblia, mais precisamente a passagem de Jó, que ao perder tudo se viu obrigado a trabalhar, recebendo o que lhe pagassem. Esse era o exemplo do capitalismo na história, pois esse existiu no passado, existe e permanecerá no futuro.

Essa reflexão, faz nos lembrar dos historiadores marxistas, como Stuart Schwartz (Escravos, roceiros e rebeldes), quando afirma que o processo de produção escravista, era capitalista em sua essência, uma vez que os escravos não possuíam participação direta em todo processo produtivo sendo alienado desse processo. São as relações de trabalho, já dizia Marx, que configuram o capitalismo. A máquina representa esse sistema, de vez em quando, quando está em funcionamento. Aquela é a condição fetichizante para a continuidade do capitalismo.

A permanência desse sistema impossibilita o forjar de novos símbolos, falando de maneira hegemônica, promovendo a naturalização do status quo. De certo modo, garante a estabilidade material do sistema no imaginário coletivo, fazendo com que haja a menor possibilidade de mudança real, tendo como principal argumento, a tentativa de assassinar a democracia do país.

Esse impulso contrário ao que se é determinado enquanto democracia, foi a escolha tomada por Hugo Chaves, na Venezuela. Procurou-se, desde do início, do que se denomina com “Revolução Bolivariana”, construir uma conotação popular da democracia, não ficando à mercê da compreensão que a burguesia possuía. À medida que a Revolução empreende sob novos campos, a democracia toma dimensões ainda maiores.

O avanço democrático, de acordo com Euler Calzadilla, não seria possível se não fosse a organização popular, sobretudo, após o golpe sofrido por Chaves, em 2002. Após o acontecido, houve uma preocupação, no mínimo interessante, por parte de organizações políticas, inclusive a Corrente Marxista Internacional (CMI). A questão é que se Chaves caísse naquele momento, havia possibilidade real da direita tomar o poder uma vez mais.

Dessa maneira, começou-se a organizar um movimento popular que, em caso extremo, poderia assegurar a permanência de um sistema democrático que a população pudesse escolher um novo presidente. Além de consolidar as bases para impulsionar o governo Chaves. Nesse contexto, fica claro que as iniciativas empreendidas pelo governo Chaves, não depende única e exclusivamente dele, mas principalmente, das demandas que a população possui.

Contudo, a mídia adota uma política oposicionista, em relação ao governo, tendo como elemento central de seus posicionamentos, a acusação de um governo antidemocrático, ditatorial. A mídia de massa torna-se instrumento principal de oposição dos partidos de direita, fazendo com que esses tenham avanços significativos, a exemplo das eleições recentes na Venezuela.

A questão é que a organização popular não se desmobiliza com essas questões, uma vez que conseguia encaminhamentos importantes. A missão Sucre foi um deles. A missão Sucre tinha como principal objetivo, acabar, ou ao menos diminuir, a defasagem do contingente universitário. Havia algo entorno de 470.000 (quatrocentos e setenta mil) pessoas fora das universidades. Em um curto espaço de tempo, conseguiu-se atingir 418.000 (quatrocentos e dezoito mil) pessoas, possibilitando que fizessem os cursos que quisessem, sem passar por qualquer prova. Fazendo com que, certos cursos, tidos como elitistas, passassem a ser efetivamente populares, como foi o caso do curso de medicina.

Os custos da Universidade de Sucre possui por aluno em um ano, equivale a 355 do valor gasto pela Universidad Central de Venezuela. Essa universidade chega a gastar U$ 2.800,00 (dois mil e oitocentos dólares) por ano, por cada aluno. 35% desse valor é equivalente a U$ 1.820,00 (mil oitocentos e vinte).

Percebe-se que com vontade política e organização popular, se pode ampliar as fronteiras do conhecimento e formar pensamentos críticos. Foi dessa forma que a Venezuela tornou-se um país livre de analfabetismo, o segundo país latino americano com maior nível universitário, ficando atrás apenas de Cuba e o quinto do mundo.

Para os especialistas universitários que pensavam em compreender a dimensão do processo revolucionário na Venezuela, crer-se que estão prontamente enganados, sobretudo, por ter se ausentado do debate. Mas, não tem importância. O debate foi enriquecedor e a Esquerda Marxista em Pernambuco foi quem saiu fortalecida.

Giro de Euler Calzadilla pelo Brasil


Se na Venezuela é possível, no Brasil também é: Ensino Superior Público e Gratuito para Todos!

Durante o mês de Novembro, estudante venezuelano fará giro por universidades brasileiras explicando como hoje na Venezuela todos têm acesso ao ensino superior público e gratuito sem necessidade de qualquer tipo de ação afirmativa.

A convite da campanha internacional “Tirem as Mãos da Venezuela” (campanha presente em mais de 50 países que promove atividades em solidariedade à revolução venezuelana) em conjunto com o Movimento Negro Socialista, durante o mês de Novembro, o estudante venezuelano e militante marxista, Euler Calzadilla, fará um giro por universidades brasileiras explicando como hoje na Venezuela todos têm acesso ao ensino superior público e gratuito sem necessidade de um “vestibular” como ocorre no Brasil – que acaba excluindo a imensa maioria dos jovens das universidades públicas – e também sem a necessidade de políticas de ações afirmativas, como as cotas raciais propostas recentemente no Brasil.

As atividades buscarão promover a discussão sobre a revolução venezuelana, combater a contra-informação difundida pela mídia burguesa, com relatos vivos de um militante ativo da Frente Bicentenária de Fábricas Ocupadas pelos Trabalhadores.

Programação:

15/11 – 09:00 – Condado-PE

A atividade será no CERU

16/11 – 19:00 – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

A atividade será no Auditório do CE (Centro de Educação)

17/11 – 19:30 – Universidade Estadual Paulista (Unesp)

A atividade será na Sala 116 do Instituto de Artes da Unesp, na cidade de São Paulo, ao lado da estação Barra Funda do Metrô.

18/11 – 19:00 – Bauru-SP

A atividade será na sede da Esquerda Marxista do PT

Rua Azarias Leite, 7-54 (Centro)

22/11 – 19:00 – Universidade Federal do Paraná (UFPR)

A atividade será realizada no 1º andar, Anfiteatro 100

Rua General Carneiro, 460 (Curitiba)

23/11 – 19:00 – Universidade de Joinville (UNIVILLE)

A atividade será realizada no Anfiteatro II – Bloco C

Rua Alvino Wodtke, 1 – Bom Retiro – Joinville

24/11 – 18:30 – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

A atividade será realizada no Auditório do CED (Centro de Ciências da Educação) no Campus Universitário Trindade, em Florianópolis.

25/11 – 19:30 – PUC-SP

A atividade será realizada no Auditório da APROPUC (Associação dos Professores da PUC) situado à Rua Bartira, 407 ao lado da PUC-SP, em Perdizes.

29/11 – 18:00 – Universidade Federal do Rio de Janeiro

A atividade será realizada no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Sala 423. Largo São Francisco de Paula, 1 - Centro.

19/11 em Campinas:

Debate sobre Ocupações de Fábrica e Controle Operário

Co-organizador da campanha “Tirem as Mãos da Venezuela”, o Conselho Operário da Fábrica Ocupada Flaskô (empresa que produz há mais de 7 anos sob controle dos trabalhadores reivindicando a estatização sob controle operário ao Governo Lula), que situa-se em Sumaré-SP (região de Campinas), promoverá no dia 19 de Novembro em Campinas, um debate com o companheiro venezuelano Euler Calzadilla, discutindo os resultados do 1º Encontro Nacional sobre Modelo de Gestão Socialista, Controle Operário e Participação dos Trabalhadores, organizado pela UNT (União Nacional dos Trabalhadores da Venezuela) em Setembro na Venezuela, bem como a questão da (re)estatização sob controle dos trabalhadores, envolvendo as experiências das nacionalizações na Venezuela e a campanha pela Petrobras 100% estatal aqui no Brasil.

O debate ocorrerá na Sexta, 19 de Novembro, às 19:00, no Sindicato dos Petroleiros de SP – Sede regional de Campinas - Rua Cônego Manuel Garcia, 1010, Jardim Chapadão - Campinas-SP.

Em 26 de Setembro os trabalhadores brasileiros estão com o PSUV na Venezuela!

por Caio Dezorzi


Como parte da Jornada Mundial de Solidariedade à Revolução Venezuelana, foram realizados atos no Brasil no último fim de semana.

Em Recife, capital de Pernambuco, na última Sexta, dia 17/09, uma delegação de sindicalistas – dentre eles, Faustão (dirigente nacional da CUT), Sergio Goiana (Presidente da CUT-PE), Augusto e Elcio (da Direção Executiva dos Metalúrgicos de Pernambuco) – acompanhada do Deputado Federal Fernando Nascimento, do Partido dos Trabalhadores, foi recebida pela Consulesa Geral da Venezuela para o estado de Pernambuco, Coromoto Godoy. Ela recebeu a delegação e um manifesto da campanha internacional “Tirem as Mãos da Venezuela” assinado por mais de 120 lideranças sindicais e populares de todo o Brasil e mais de 300 trabalhadores e jovens de Pernambuco.

O Governo da Venezuela noticiou o encontro no site do Ministério de Relações Exteriores.

Já em São Paulo, uma outra delegação foi recebida no consulado venezuelano no mesmo dia e horário. A delegação da campanha “Tirem as Mãos da Venezuela” levava o mesmo manifesto que foi entregue ao vice-Cônsul Luis Delgado, que se colocou à disposição para outras atividades, declarando acompanhar pela internet os artigos de Alan Woods sobre a revolução venezuelana e que julga muito importante a campanha internacional.

Junto à delegação estava José Carlos Miranda, da Coordenação Nacional do Movimento Negro Socialista e candidato a Deputado Estadual pelo Partido dos Trabalhadores em SP. Ele afirmou que assim como o povo brasileiro precisa que o PT vença as eleições de ponta a ponta no Brasil, na Venezuela é o mesmo com o PSUV.

No Rio de Janeiro, a atividade ocorreu um dia antes, na Quinta, 16/09, num auditório da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Convocado pelo MO.RE.NA. (Movimento Revolucionário Nacionalista), pelos CBs (Círculos Bolivarianos) e pela Esquerda Marxista do PT, o ato atendia ao chamado feito pelo Congresso Bolivariano dos Povos e pela Campanha Internacional “Tirem as Mãos da Venezuela”.

A atividade contou com a presença do Cônsul Geral da Venezuela para o estado do Rio de Janeiro, Edgar González, que iniciou seu discurso parafraseando o revolucionário Che Guevara: “Quando o ordinário se torna extraordinário, estamos em revolução”. Depois explicou como funciona a eleição dos deputados à Assembléia Nacional, afirmando que o futuro da revolução depende do resultado dessas eleições.

Para concluir, González também enfatizou a importância de desenvolver essas atividades no Rio de Janeiro, demonstrando a solidariedade do povo brasileiro com o sistema político venezuelano.

A atividade contou com a presença e participação de professores, estudantes, jornalistas e apoiadores da revolução venezuelana. Entre eles: Inverta (jornal Prensa Latina - PL), o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) Frente Internacional para os desabrigados (FIST), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Conselho Editorial do jornal Brasil de Fato, Centro Acadêmico de História da UERJ e Movimento Popular de Favelas.

Essas três atividades ocorreram simultaneamente a dezenas de outras atividades organizadas pela campanha “Tirem as Mãos da Venezuela” em cerca de 60 países, onde lideranças representativas do movimento operário, popular, estudantil, de partidos de esquerda, expressaram sua solidariedade para com a Revolução na Venezuela e seu apoio para que o PSUV eleja a maioria dos deputados para a Assembléia Nacional em 26 de Setembro.

Acesse o site internacional da campanha em espanhol: manosfueradevenezuela.org

Acesse o site internacional da campanha em inglês: handsoffvenezuela.org

Acesse o blog da campanha no Brasil: tiremasmaosdavenezuela.blogspot.com

Manifesto será entregue nos Consulados da Venezuela no Brasil

Em 26 de Setembro apoiamos a Revolução Bolivariana!


A Campanha Internacional "Tirem as Mãos da Venezuela" manifesta seu apoio à revolução bolivariana diante das eleições de 26 de Setembro e, conjuntamente com o Congresso Bolivariano dos Povos, convoca uma jornada mundial de ações de solidariedade para os dias 17 e 18 de Setembro. Assine, divulgue e apóie a Revolução Bolivariana!

Diante das eleições à Assembleia Nacional do próximo 26 de Setembro na Venezuela, nós abaixo-assinados queremos manifestar o nosso apoio internacionalista e solidariedade com a Revolução Bolivariana.

- Porque tem enfrentado o imperialismo de maneira valente!

- Porque tem investido o dinheiro da receita do petróleo para a erradicação do analfabetismo e a extenção da educação a todos os níveis!

- Porque tem feito um esforço gigantesco para extender a saúde aos segmentos mais pobres da população com a Missão "Barrio Adentro"!

- Porque iniciou um processo de expropriação de latifúndios e de distribuição de terras!

- Porque tem enfrentado o monopólio dos meios de comunicação e avançou para a democratização do acesso à mídia!

- Porque reverteu o processo de privatização de empresas e serviços públicos e reestatizou alguns que haviam sido privatizados!

- Porque ousou ocupar as fábricas abandonadas e colocou-as a produzir sob controle dos trabalhadores!

- Porque começou a introduzir o controle operário nas indústrias básicas!

- Porque levantou a bandeira do socialismo no século XXI!

- Porque uma derrota da revolução significaria um avanço do imperialismo, da oligarquia, dos latifundiários e capitalistas, dos que organizaram o golpe de Abril de 2002!

- Porque a revolução ainda não foi concluída!

Devido a isso e muito mais, nós apoiamos a revolução bolivariana e os candidatos do PSUV em 26 de Setembro e permanecemos alertas para combater a campanha de mentiras e provocações por parte do imperialismo e da contra-revolução.

Adesões no Brasil:

Serge Goulart – Direção Nacional do PT

Severino Nascimento “Faustão” – Direção Nacional da CUT

Álvaro Cardoso de Lima “Bambu” – Direção Executiva Nacional da CNQ (Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos da CUT)

Adilson Mariano – Vereador de Joinville-SC pelo PT

Roque Ferreira – Vereador de Bauru-SP pelo PT

Pedro Santinho – Coordenador do Conselho Operário da Fábrica Ocupada Flaskô

José Carlos Miranda – Coordenação Nacional do Movimento Negro Socialista

Cynthia Pinto da Luz – Movimento Nacional de Direitos Humanos

Juarez Bispo Mateus – Direção Nacional da CNTT (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte da CUT)

Maria de Lourdes Coelho “Lourdinha” – Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal da CUT

Arlindo Belo – Direção Nacional da CNQ (Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos da CUT)

Carlos Castro – Direção Executiva Estadual do PT de Santa Catarina

Josenildo Vieira de Mello – Direção Executiva da CUT (Pernambuco)

Alexsandro Batista – Direção Executiva da CUT (Santa Catarina)

Emanuel S. A. Cancella – Secretário Geral do Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro)

Verivaldo Mota “Galo” – Direção Executiva do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

Plínio Baldoni – Direção Executiva do Sindicato dos Ferroviários de Bauru, MT e MS

Luciene Cordeiro – Direção Executiva do Sinduprom (Pernambuco)

Maico Paixão – Presidente da UJES (União Joinvillense dos Estudantes)

Ari Vicente Fernandes – Presidente do PT de Campinas-SP

Delmo Bussolaro – Presidente do PT de Araquari-SC

Ulrich Beathalter – Presidente do Sinserj (Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville-SC)

Rosângela Soldatelli – ex-Presidente do Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Municipal de Florianópolis-SC)

Clarice Erhardt – Coordenadora Regional de Joinville do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina

Milton Zanotto – Diretor do Sinpronorte-SC (Sindicato dos Professores do Norte de Santa Catarina)

Ricardo Morais – Diretor do Sindiquímica (Pernambuco)

Mirian dos Santos – Direção do Sinteepe e Diretório Municipal do PT de Jaboatão-PE

André Olegário – Diretor da UEE-SP (União Estadual dos Estudantes de São Paulo)

José Maria S. Nascimento – Direção Executiva do Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro)

José Guido – Direção Executiva do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

José Luis dos Santos “Paraná” – Direção Executiva do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

José Narciso – Direção Executiva do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

Mario Conte – Direção Executiva do Sindicato dos Músicos Profissionais Independentes de São Paulo

Paulo Mariante – Direção Executiva do PT de Campinas-SP

Francisca Schardeng – Direção Executiva do PT de Joinville-SC

Francisco Lanzzarin – Direção Executiva do PT de Garuva-SC

Airton Sudbrack – Direção Executiva do PT de Jaraguá do Sul-SC

Moacir Nazário – Direção Executiva do PT de Joinville-SC

Silvio Durante – Direção Executiva Municipal de Bauru da JPT (Juventude do PT)

Carlos R. de Oliveira – Direção Executiva do PT de Campinas-SP

Adelino M. G. Cabral – Direção Executiva do PT de Campinas-SP

Caio Dezorzi – Diretório Municipal do PT de São Paulo

Fabiano Stoiev – Diretório Municipal do PT de Curitiba-PR

Rafael Prata – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Adel Daher – Diretório Municipal do PT de Araçatuba-SP

Margarida Silva Calixto – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Cassia Oliveira – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Marcia C. Molina – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

José Neves de Souza – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

João da Mata Pinheiro – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Mercedes dos Santos – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Silvio A. Spinella – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Luiz Emir Gomes Maciel – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Marcelo Fernandes – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Washington Castro Gomes – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Armando Bota – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Eliane Samaroni – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Alfredo L. Bonardo – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Washington de Olinda – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Cleusa Sampaio – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Alexandre Mandl – Conselho Operário da Fábrica Ocupada Flaskô

Raimundo Nilo Mendes – Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro)

Fernando Borges Leal – Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro)

Valfredo A. Siqueira – APEOESP (Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SP)

Almir Maciel – Direção do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

Cacilda Oliveira – Direção do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

José Leoberto da Silva – Direção do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

Amadeu Amaral – Direção do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

Luis S. Neto – Direção do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

Andrea Penha – Direção Executiva da AMES (Associação Matogrossense de Estudantes Secundaristas)

Vinícius Dantas – Associação de Pós-graduandos da UFSCar (São Carlos-SP)

Tiago de Carvalho – Presidente do Centro Acadêmico de Direito da Univille

Abdeir Chrispim – Centro Acadêmico de Filosofia - USP

Roberta Ninin – Coletivo de Cultura da CUT de São Paulo

Ludmila Facella – Ocupação do Coseas da USP (Moradia Retomada)

Fábio Ramirez – Juventude Marxista

Flávio Almeida Reis – Direção da Juventude do PT (Caxias-RJ)

Wanderci Bueno – Jornal Luta de Classes

Alex Minoru – Jornal Luta de Classes

João Westin Jr. – Jornal Luta de Classes

Luiz Bicalho – Jornal Luta de Classes

Edson Calheiros – Esquerda Marxista do PT, São Paulo

Mario Jorge Sérgio Santos – Esquerda Marxista do PT, São Paulo

Ana Maria garcia Loureiro – Esquerda Marxista do PT, São Paulo

Rosalvo Cardoso dos Santos – Esquerda Marxista do PT, Caieiras-SP

Rogério Pinto – PT de Guarulhos (grupo Bolivarianos) / Candidato a Deputado Federal pelo PT no estado de SP

David Zamory Adão – Núcleo "Um novo rumo para o PT" - São Bernardo do Campo - SP

Angela Ramos – PT-SP

Carolina Cavalheiro – PT-Caieiras

Roberta Pedroso – PT-Caieiras

Thyago Roberto Dias – PT-Caieiras

Eduardo Amaral Marques – Pró-Circo - São Bernardo do Campo - SP

Thiago Reis Vasconcelos – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Elyabe Érik - Vice-Presidente do Grêmio Estudantil do CERU (Condado-PE)

Mayara Colzani – Grêmio da Escola Paulo Medeiros (Joinville-SC)

Luana Hellmann – Grêmio da Escola Germano Timm (Joinville-SC)

Iago Paqui – Grêmio da Escola Tufi Dippe (Joinville-SC)

Nicolas Marcos – Grêmio da Escola Presidente Médice (Joinville/SC)

Edson Luis Silva Neves – Pró-Circo - São Bernardo do Campo - SP

Hélio Gonçalves Costa – Pró-Circo - São Bernardo do Campo - SP

Alessandra Aparecida de Souza – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Martha Guijarro – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Guilherme Alves – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Valter Pailini – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Flávia Ulhôa – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Fabiana Ribeiro – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Bruno Mota – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Frederico César – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Renata Adrianna – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Daniela Rodrigues Leite – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Amanda Freire – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Ruth Melchior Almeida – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Thiago Calixto Eduardo – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Clayton de Lima Silva – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Rafael Graciola – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Danilo Santos – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Haroldo Decario – Cia Antropofágica de Teatro (São Paulo)

Carla Figueiredo de Oliveira – Operária Vidreira de SP

José Augusto de Amorim Carvalho – Estudante - Escola de Sociologia e Política/SP

Diego Passos dos Santos – estudante de economia da PUC-SP

Marco Aurélio da Silva – Indaiatuba-SP

Jornada Mundial de Solidariedade à Revolução Bolivariana


Convocada pelo Congresso Bolivariano dos Povos e pela campanha internacional "Tirem as Mãos da Venezuela", a Jornada Mundial de Solidariedade à Revolução Bolivariana contará com pelo menos 3 atos no Brasil nos próximos dias.

Os atos serão em apoio à vitória dos candidatos e candidatas do PSUV nas próximas eleições de 26 de Setembro na Venezuela, cuja importância está expressa nesta DECLARAÇÃO.

Nesta Quinta-Feira, 16 de Setembro, no Rio de Janeiro ocorrerá o ato seguido de uma palestra do Cônsul Geral da Venezuela Edgard Gonzalez. Será às 18h no Auditório 51 da UERJ.

Em São Paulo, na Sexta-Feira, dia 17/09, às 10h, o ato será em frente ao Consulado da Venezuela para a entrega de um manifesto de apoio à vitória do PSUV assinado por mais de 100 lideranças do movimento sindical, popular e estudantil brasileiro. O endereço do Consulado em SP é: Rua General Fonseca Teles, 564 - Jardim Paulista.

No mesmo momento, às 10h da Sexta, outro ato ocorrerá em Recife, também em frente ao Consulado da Venezuela, Av. Conselheiro Aguiar, 597 - Boa Viagem.

Participe! Divulgue!

Carta Pública da UNETE-Zulia ao PSUV e aos candidatos da aliança

Carta Pública dos Trabalhadores da União Nacional de Trabalhadores da Venezuela do estado de Zulia (UNETE-ZULIA)

Ao Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)

Aos candidatos a deputado para a Assembléia Nacional

Nós, trabalhadores e sindicalistas da UNETE, quereremos tronar pública nossa posição frente às eleições ao parlamento de 26 de setembro e nos dirigimos aos candidatos do PSUV para apresentar nossas aspirações e reivindicações.

Estamos com o Presidente Chávez na luta contra o imperialismo, na defesa de nosso país e queremos avançar no processo revolucionário para construir o socialismo.

Não queremos retroceder aos anos nos quais não tínhamos nenhum tipo de assistência médica gratuita e tínhamos pensões miseráveis. Não queremos retroceder ao tempo que não tínhamos como garantir estudos aos nossos filhos.

Não queremos retroceder aos tempos quando o salário mínimo estava congelado e a voz dos trabalhadores era sufocada por governos patronais mancomunados com dirigentes sindicais da CTV (Central dos Trabalhadores Venezuelanos), que somente queriam fazer dos sindicatos negócios para seus próprios interesses.

Não queremos o regresso da oposição pró-imperialista, responsável por décadas de destruição e exploração do povo e das riquezas de nosso país!

Queremos avançar!

Sabemos que as eleições para a Assembleia Nacional é um primeiro “round” das eleições presidências de 2012 e, por isso, os povos de nosso continente e do mundo estão ligados no que vai se passar em 26 de setembro.

Nos próximos 2 anos, as leis que consigamos aprovar e que avancem na defesa de nosso povo serão fundamentais para garantir a vitoria do presidente Chávez.

Acreditamos que para avançar na transição ao socialismo exige aprofundar as conquistas da classe trabalhadora e do povo. Com este objetivo, os trabalhadores construíram seus sindicatos para se defenderem dos patrões e de todos que falando em nome da revolução pretendem desconhecer nossos direitos trabalhistas e sociais. Com o objetivo de unir forças para garantir nossas conquistas e avançar mais adiante, estamos decididos a construir a UNETE, nossa Central Sindical. E como disse o presidente Chávez em seu discurso no “Encontro Sindical Nossa América”, a construiremos autônoma e independente do estado, dos patrões e dos partidos.

Contudo, sabemos que para conquistarmos nossos objetivos é muito importante garantir a maioria dos deputados que estejam com o Presidente Chávez.

Estamos pela vitória dos deputados que estão com a revolução!

Assim, nos dirigimos ao PSUV, aos seus candidatos e candidatos do processo revolucionário, para garantirmos o compromisso de que na próxima Assembleia Nacional consigamos estender os direitos já conquistados e avançar em outros fundamentais para caminhar na direção do socialismo.

Queremos o compromisso dos candidatos para conquistar:

- Uma nova Lei Orgânica do Trabalho, que acabe com a terceirização nas empresas privadas e públicas, herança maldita da IV Republica;

- Redução da jornada de trabalho, para os trabalhadores poderem estudar, ter recreação sadia com a família e acabar com o horário de escravos ao qual estão submetidos os vigilantes;

- Um sistema Social Integral que proteja o trabalhador e sua família em todas as contingencias, aposentadorias com pagamento de pensões para todos os trabalhadores e trabalhadoras; educação, saúde, e moradias para todos;

- Nacionalização de todas as empresas que violem a Constituição, os direitos trabalhistas dos trabalhadores e que abandonados pelos patrões e aquelas envolvidas em conspirações, terrorismo sindical e “sicariato” (ndt: sicariato é uma forma de assassinato sob encomenda, realizado por meio de contratação de pistoleiros para liquidarem trabalhadores ou qualquer outra pessoa);

- Uma lei de participação democrática dos trabalhadores, mediante controle operário da produção, gestão e administração dos setores estatais e controle democrático das empresas privadas.

Nós, sindicalistas da UNETE, nos comprometemos não somente a acompanhá-los no terreno legislativo e parlamentar, mais que isso, o combinaremos com a mais ampla mobilização dos setores sindicais e populares.

Somente a mobilização permanente dará a garantia de que as leis não sejam letras mortas ou dependam da vontade de alguns funcionários do estado.

Baseando-nos nestes compromissos, chamamos aos trabalhadores para estarem presentes nas próximas eleições e votar nos candidatos que estão com as lutas dos trabalhadores, para aprofundar suas conquistas.

Derrotaremos uma vez mais a Oposição imperialista!

Todos às eleições de 26 de Setembro para garantir nossas conquistas e o triunfo de Chávez em 2012!

Avancemos em nossas conquistas, pois o socialismo se constrói com os trabalhadores!

Por uma Central Unitária, a UNETE, para fortalecer os combates da classe trabalhadora!

UNT-Zulia, 12 de Setembro de 2010

Vídeo: Solidariedade Internacional para o 26-S

O Congresso Bolivariano dos Povos e a campanha "Tirem as Mãos da Venezuela" fazem um chamado internacional para realizar atividades de solidariedade com a revolução na véspera das eleições gerais em 26 de setembro de 2010. Vídeo produzido pela Fundação de Novos Cineastas Venezuelanos (FUNREV):

Solidaridad internacional con la Revolución Bolivariana from Patrick Larsen on Vimeo.

Declaração da Campanha Internacional "Tirem as Mãos da Venezuela" sobre as eleições parlamentares

As eleições parlamentares na Venezuela, que se realizarão em 26 de Setembro, marcarão um ponto de inflexão para a Revolução Bolivariana. Não só é a maioria na Assembléia Nacional que está em jogo, mas o próprio futuro do processo revolucionário.

A Revolução Bolivariana desenvolveu raízes muito profundas no povo venezuelano. Os resultados conquistados por trabalhadores e camponeses, pelos setores mais pobres da cidade e do campo, são bem conhecidos: na educação, saúde, desenvolvimento de infra-estrutura básica, o controle estatal de empresas estratégicas e início de uma reforma agrária.

O exemplo da Venezuela tem inspirado os trabalhadores, camponeses e setores populares da América Latina e em todo o mundo na luta contra a dominação estrangeira, a pobreza e a exploração.

Mas a revolução bolivariana também tem provocado há muitos anos o ataque furioso do imperialismo norte-americano e seus aliados na oligarquia venezuelana que vêem esses avanços sociais como uma ameaça aos interesses dos privilegiados e dos poderosos, e buscam minar o seu alcance e objetivos utilizando todos os meios à sua disposição: A pressão diplomática internacional, uma campanha de mídia implacável de mentiras e calúnias e tentativas de sabotagem da economia venezuelana.

Uma representação importante das forças de direita e da reação na Assembleia Nacional, sem dúvida, será usada como arma para impedir as medidas progressistas impulsionadas até agora, e como um ponto fundamental para organizar o boicote ao avanço da revolução, como vimos outras vezes na Venezuela e países como Honduras, Bolívia, Equador, e ainda mais atrás no tempo, na Nicarágua ou no Chile.

Uma eventual derrota da revolução venezuelana seria usada contra aqueles que sofrem com a dominação e a opressão dos poderosos e lutam por um mundo melhor em todo o mundo. Estimularia os governos e setores reacionários de cada país a reforçar as suas políticas anti-povo, tentando enfraquecer e desmoralizar aqueles que se opõem a seus planos. Por isso é mais necessário do que nunca, e um dever fundamental, que todas as forças progressistas da sociedade: trabalhadores, setores populares da cidade e do campo, a juventude, os profissionais liberais e intelectuais comprometidos com a causa popular, unam suas vozes e esforços na América Latina e internacionalmente para defender a Revolução Bolivariana, para mostrar suas realizações e denunciar as forças obscuras da reacção que tentam acabar com ela.

Entendemos as eleições parlamentares de 26 de Setembro, portanto, como um marco importantíssimo na luta de forças vivas, entre o progresso e a reação, entre o futuro e o passado. Assim, damos nosso total apoio e solidariedade para com os candidatos bolivarianos apresentados pelo PSUV e fazemos um apelo ao povo venezuelano para apoiá-los com o seu voto.

Nós, que assinamos esta declaração chamamos a reforçar as atividades de solidariedade com a revolução venezuelana e nos comprometemos a combater a campanha de mentiras e desinformação dos meios de comunicação e divulgar as realizações do movimento bolivariano. Pretendemos também criar laços de solidariedade entre o povo revolucionário da Venezuela e de seus irmãos de outros países para defender a revolução contra as ameaças internas e externas.

Além disso, em conjunto com o Congresso Bolivariano dos Povos, chamamos a organizar ações de solidariedade em todo o mundo em 17 e 18 de Setembro.

Manos Fuera de Venezuela - Comitê da Venezuela
Manos Fuera de Venezuea - Argentina
Manos Fuera de Venezuela - Bolívia
Tirem as Mãos da Venezuela - Brasil
Manos Fuera de Venezuela - El Salvador
Manos Fuera de Venezuela - México
Hands Off Venezuela - Estados Unidos
Hands Off Venezuela - Canadá


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Em 26 de Setembro apoiamos a Revolução Bolivariana!

A Campanha Internacional "Tirem as Mãos da Venezuela" manifesta seu apoio à revolução bolivariana diante das eleições de 26 de Setembro e, conjuntamente com o Congresso Bolivariano dos Povos, convoca uma jornada mundial de ações de solidariedade para os dias 17 e 18 de Setembro. Assine, divulgue e apóie a Revolução Bolivariana!

Diante das eleições à Assembleia Nacional do próximo 26 de Setembro na Venezuela, nós abaixo-assinados queremos manifestar o nosso apoio internacionalista e solidariedade com a Revolução Bolivariana.

- Porque tem enfrentado o imperialismo de maneira valente!

- Porque tem investido o dinheiro da receita do petróleo para a erradicação do analfabetismo e a extenção da educação a todos os níveis!

- Porque tem feito um esforço gigantesco para extender a saúde aos segmentos mais pobres da população com a Missão "Barrio Adentro"!

- Porque iniciou um processo de expropriação de latifúndios e de distribuição de terras!

- Porque tem enfrentado o monopólio dos meios de comunicação e avançou para a democratização do acesso à mídia!

- Porque reverteu o processo de privatização de empresas e serviços públicos e reestatizou alguns que haviam sido privatizados!

- Porque ousou ocupar as fábricas abandonadas e colocou-as a produzir sob controle dos trabalhadores!

- Porque começou a introduzir o controle operário nas indústrias básicas!

- Porque levantou a bandeira do socialismo no século XXI!

- Porque uma derrota da revolução significaria um avanço do imperialismo, da oligarquia, dos latifundiários e capitalistas, dos que organizaram o golpe de Abril de 2002!

- Porque a revolução ainda não foi concluída!

Devido a isso e muito mais, nós apoiamos a revolução bolivariana e os candidatos do PSUV em 26 de Setembro e permanecemos alertas para combater a campanha de mentiras e provocações por parte do imperialismo e da contra-revolução.

Primeiras assinaturas no Brasil:

Serge Goulart – Direção Nacional do PT

Severino Nascimento “Faustão” – Direção Nacional da CUT

Álvaro Cardoso de Lima “Bambu” – Direção Executiva Nacional da CNQ (Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos da CUT)

Adilson Mariano – Vereador de Joinville-SC pelo PT

Roque Ferreira – Vereador de Bauru-SP pelo PT

Pedro Santinho – Coordenador do Conselho Operário da Fábrica Ocupada Flaskô

José Carlos Miranda – Coordenação Nacional do Movimento Negro Socialista

Cynthia Pinto da Luz – Movimento Nacional de Direitos Humanos

Maria de Lourdes Coelho “Lourdinha” – Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal da CUT

Arlindo Belo – Direção Nacional da CNQ (Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos da CUT)

Carlos Castro – Direção Executiva Estadual do PT de Santa Catarina

Josenildo Vieira de Mello – Direção Executiva da CUT (Pernambuco)

Alexsandro Batista – Direção Executiva da CUT (Santa Catarina)

Emanuel S. A. Cancella – Secretário Geral do Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro)

Verivaldo Mota “Galo” – Direção Executiva do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

Plínio Baldoni – Direção Executiva do Sindicato dos Ferroviários de Bauru, MT e MS

Luciene Cordeiro – Direção Executiva do Sinduprom (Pernambuco)

Maico Paixão – Presidente da UJES (União Joinvillense dos Estudantes)

Delmo Bussolaro – Presidente do PT de Araquari-SC

Ulrich Beathalter – Presidente do Sinserj (Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville-SC)

Rosângela Soldatelli – ex-Presidente do Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Municipal de Florianópolis-SC)

Clarice Erhardt – Coordenadora Regional de Joinville do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina

Milton Zanotto – Diretor do Sinpronorte-SC (Sindicato dos Professores do Norte de Santa Catarina)

Ricardo Morais – Diretor do Sindiquímica (Pernambuco)

Mirian dos Santos – Direção do Sinteepe e Diretório Municipal do PT de Jaboatão-PE

André Olegário – Diretor da UEE-SP (União Estadual dos Estudantes de São Paulo)

José Maria S. Nascimento – Direção Executiva do Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro)

José Guido – Direção Executiva do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

José Luis dos Santos “Paraná” – Direção Executiva do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

Mario Conte – Direção Executiva do Sindicato dos Músicos Profissionais Independentes de São Paulo

Francisca Schardeng – Direção Executiva do PT de Joinville-SC

Francisco Lanzzarin – Direção Executiva do PT de Garuva-SC

Airton Sudbrack – Direção Executiva do PT de Jaraguá do Sul-SC

Moacir Nazário – Direção Executiva do PT de Joinville-SC

Silvio Durante – Direção Executiva Municipal de Bauru da JPT (Juventude do PT)

Caio Dezorzi – Diretório Municipal do PT de São Paulo

Adhel Daher – Diretório Municipal do PT de Araçatuba-SP

Rafael Prata – Diretório Municipal do PT de Campinas-SP

Fabiano Stoiev – Diretório Municipal do PT de Curitiba-PR

Alexandre Mandl – Conselho Operário da Fábrica Ocupada Flaskô

Raimundo Nilo Mendes – Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro)

Fernando Borges Leal – Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro)

Andrea Penha – Direção Executiva da AMES (Associação Matogrossense de Estudantes Secundaristas)

Vinícius Dantas – Associação de Pós-graduandos da UFSCar (São Carlos-SP)

Tiago de Carvalho – Presidente do Centro Acadêmico de Direito da Univille

Abdeir Chrispim – Centro Acadêmico de Filosofia - USP

Roberta Ninin – Coletivo de Cultura da CUT de São Paulo

Ludmila Facella – Ocupação da Coseas da USP (Moradia retomada)

Fábio Ramirez – Juventude Marxista

Flávio Almeida Reis – Direção da Juventude do PT (Caxias-RJ)

Wanderci Bueno – Jornal Luta de Classes

Elyabe Érik - Vice-Presidente do Grêmio Estudantil do CERU (Condado-PE)

Mayara Colzani – Grêmio da Escola Paulo Medeiros (Joinville-SC)

Luana Hellmann – Grêmio da Escola Germano Timm (Joinville-SC)

Iago Paqui – Grêmio da Escola Tufi Dippe (Joinville-SC)

Nicolas Marcos – Grêmio da Escola Presidente Médice (Joinville/SC)

Diante da provocação de Uribe à Venezuela: Defender a Revolução Bolivariana!

Farsa propagandeada pela Colômbia pretende promover, através do medo, a contra-revolução na Venezuela.

Na quinta-feira, 22 de julho, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, decidiu colocar a fronteira com a Colômbia em alerta militar máximo, depois do presidente colombiano, Alvaro Uribe, ter acusado a Venezuela de acolher os guerrilheiros das FARC e pedido uma "comissão internacional de inquérito" para esse assunto. É razoável supor que esta provocação do governo de Uribe, poucas semanas antes da entrega do poder ao novo presidente, Juan Manuel Santos, está ligada a uma campanha mais ampla contra a revolução venezuelana em preparação para as importantes eleições da Assembleia Nacional em 26 de Setembro.

O presidente Chávez também anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia e deu 72 horas para diplomatas colombianos deixarem o país. Toda a apresentação do embaixador da Colômbia na reunião da OEA em Washington foi uma farsa. Ele apresentou fotos e mapas por satélite que supostamente mostravam a presença de líderes das FARC e do ELN na Venezuela, além da presença de campos das FARC e do ELN.

O embaixador colombiano explicou que as imagens foram obtidas do famoso computador de Raúl Reyes, líder das FARC morto em uma incursão ilegal de tropas colombianas em território equatoriano em março de 2008. Um relatório da Interpol já tinha deixado claro que não foram usados métodos adequados para manipular o computador e seu conteúdo tinha sido mudado entre os dias de 1 de março, quando foi capturado pelo exército colombiano, e o dia 3 de março, quando foi publicado o seu conteúdo. Em outras palavras, essas provas são do mesmo calibre que as provas que mostraram a presença de armas de destruição em massa no Iraque.

"Não há nenhuma evidência, nenhuma prova, são fotos tiradas não se sabe onde, e como já conhecemos bem essas coordenadas, muitas dessas fotos são duvidosas", disse o embaixador da Venezuela na OEA, Roy Chardeton. Ele acrescentou que o governo venezuelano tinha cuidadosamente verificado e inspecionados os locais e as coordenadas fornecidas pelo governo de Uribe na quinta-feira e não tinha encontrado nenhum campo "terrorista" ou "presença de guerrilha", como a Colômbia tinha denunciado.

Na verdade, pode-se perguntar: por que o governo colombiano esperou mais de dois anos para divulgar a informação supostamente encontrada no computador de Reyes? Alguns argumentam que uma das razões pode ser o fato de Uribe estar prestes a transferir o mandato à Santos que é, supostamente, um presidente mais "razoável", que pretende construir "boas relações" com a Venezuela. No entanto, isso é uma ilusão. Santos foi ministro da Defesa de Uribe e ele próprio foi o porta-voz de inúmeras provocações contra a Venezuela no passado. Não devemos ter ilusões de que será melhor do que Uribe nem na na política interna, nem na externa.

É razoável supor que esta provocação do governo de Uribe, poucas semanas antes da entrega do poder ao novo presidente, Juan Manuel Santos, está ligada a uma campanha mais ampla contra a revolução venezuelana em preparação para as importantes eleições da Assembleia Nacional em 26 de Setembro.

Em 3 de junho, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, lançou um ataque público contra a Venezuela, dizendo que "seus líderes tentaram silenciar as vozes independentes que querem controlar o governo", ao mesmo tempo que anunciava maiores subsídios para as ONGs que atuam em países como a Venezuela, onde a democracia está supostamente "ameaçada".

No início de julho, o cardeal Jorge Urosa, arcebispo de Caracas, lançou um ataque virulento contra Chavez, dizendo que ele estava levando o país para uma “ditadura marxista-leninista", baseada em um “modelo estrangeiro" emprestado da ex-União Soviética, e que tinha uma "tendência violenta e totalitária". O Cardeal convenientemente se esqueceu que a hierarquia da Igreja Católica, e ele próprio, estavam diretamente envolvidos e apoiaram o golpe de abril de 2002 contra o presidente democraticamente eleito. Essas são as suas credenciais democráticas!

Também existem tensões devido a presença de aviões militares dos EUA nas ilhas holandesas de Curaçao, em frente à costa venezuelana, que a Venezuela tem acusado repetidamente de violar seu espaço aéreo. A isto é preciso acrescentar a implantação recente de tropas estadunidenses na Costa Rica, um país sem exército, cujo governo autorizou, em 1 de julho, a presença de 46 navios e 7.000 marines dos EUA no seu território.


As eleições à Assembleia Nacional

Está claro que cada vez que o povo venezuelano é convocado à novas eleições ou referendos, é desencadeada uma campanha cuidadosamente planejada. A campanha inclui a manipulação da mídia, ataques e pressões diplomáticas, as tentativas de rotular a revolução venezuelana como uma ditadura, ou vinculá-la com o tráfico de drogas ou o "terrorismo". Também inclui a sabotagem econômica, as tentativas de criar o caos na Venezuela, etc. Esses são os métodos "democráticos" da oligarquia venezuelana e do imperialismo, e a Colômbia é um ponto importante nesses planos.

Washington é muito seletivo em sua condenação das violações dos direitos humanos. Sob o comando de Uribe, a Colômbia tem acumulado um número chocante de violações, incluindo o assassinato de líderes sindicais e sociais, tortura, seqüestro, etc. Recentemente se descobriu a maior vala comum da América Latina em Macarena, que pode conter mais de 2.000 corpos de mortos durante a guerra suja. Organizações de direitos humanos temem que muitos destes podem ser "falsos positivos", ou seja, pessoas comuns que foram mortas pelo exército e, posteriormente, classificada como "insurgentes" para inflar os números de eficácia na luta contra a guerrilha, e para que soldados e oficiais pudessem cobrar as recompensas.

No entanto, apesar da recente vitória eleitoral do sucessor de Uribe, a classe dominante colombiana enfrenta uma crescente militância nos sindicatos, movimentos camponeses e indígenas. Durante a celebração do 200º aniversário do início da luta pela independência, organizações sociais e indígenas organizaram uma marcha e comícios, em Bogotá, com mais de 25.000 participantes.

O governo direitista de Uribe assinou um acordo com os EUA, que permite acesso total a sete bases militares na Colômbia, bem como o pleno acesso à infra-estrutura civil do país. Isso significa que os militares norte-americanos na Colômbia, são imunes à acusações. O chamado para enviar "observadores internacionais" para a fronteira entre Colômbia e Venezuela é, portanto, uma provocação, que o presidente Chávez respondeu com a firmeza necessária.

Como esperado, Washington foi rápido para apoiar as acusações de Uribe, que de qualquer maneira haviam sido preparadas nos EUA. O porta-voz do Departamento de Estado, PJ Crowley, classificou a disputa como lamentável e disse que era uma "resposta petulante da Venezuela cortar relações com a Colômbia." "A Venezuela tem uma responsabilidade clara", disse ele. "A Colômbia fez acusações graves. Elas merecem ser investigadas."

Não surpreendentemente, estes ataques tem recebido todo o apoio da oposição venezuelana contra-revolucionária. Em uma conferência de imprensa, a “Mesa Unitaria Democática” (MUD) tem apoiado as alegações da Colômbia e atacou "a irresponsável política externa de Chávez. "

Entretanto, muito tem sido feito para colocar este tema na agenda da próxima reunião da UNASUL. O governo brasileiro tentou derramar água sobre as chamas. "Nós não queremos favorecer a Venezuela ou a Colômbia. Estamos buscando um acordo e seria ótimo se tivéssemos sinais de distensão antes de Santos assumir seu governo", disse Marco Aurélio Garcia, assessor de Lula para assuntos estrangeiros. Ele também insistiu que pensava que o conflito seria resolvido rapidamente "uma vez que Santos assumirá o cargo”. Mas como podemos resolver o conflito entre a revolução e a contra-revolução com sutilezas diplomáticas?


Defender a revolução na Venezuela!

Confrontado com este ataque, Chávez respondeu corretamente ao colocar o exército em alerta e chamou o povo a mobilizar-se e ficar atento. Ele também ameaçou fechar a fronteira e cortar o abastecimento de petróleo para os EUA se o conflito chegar a uma agressão militar.

Como já relatamos, a recém-formada Milícia Nacional Bolivariana é um passo para armar o povo em defesa da revolução, uma força de intervenção teria que enfrentar um povo armado. Esta iniciativa deve ser reforçada e ampliada, de modo que existam unidades da Milícia em cada fábrica, cada bairro, em cada comunidade rural, etc, para defender a revolução contra o capitalismo e o imperialismo.

Se os EUA forem tolos o suficiente para lançar um ataque militar contra a Venezuela através da Colômbia, isso poderia ter implicações revolucionárias em todo o continente. Nossa previsão é que no dia seguinte a tal ação não teria embaixada dos EUA de pé na América Latina.

A fim de defender a revolução venezuelana é necessário mobilizar a solidariedade internacional, não só na América, mas em todo o mundo. Ao mesmo tempo, na Venezuela, a revolução deve ser completada com a expropriação da oligarquia, dos banqueiros, da indústria e da terra, para que os trabalhadores da Venezuela possam impulsionar todo o potencial da economia através de um plano socialista democrático de produção.

Se a Revolução enfrenta a guerra, não pode se dar ao luxo de ser ingênua e deixar linhas vitais de abastecimento e do poder econômico nas mãos do inimigo. A classe capitalista venezuelana provou em mais de uma vez que, ao contrário da revolução não hesitará em usar todos os meios à sua disposição, incluindo assassinatos, golpes militares e de sabotagem econômica, para defender o seu poder, riqueza e privilégios.

A burguesia contra-revolucionária venezuelana demonstrou repetidamente que em qualquer conflito grave estaria alinhada com o inimigo estrangeiro, o imperialismo. A expropriação e estatização sob controle dos trabalhadores de suas propriedades é uma questão de sobrevivência para a revolução venezuelana.

Finalmente, é importante fazer um apelo internacional para o povo da Colômbia. Muitas vezes, a oligarquia na América Latina levou um povo à batalha contra um outro povo, para defender seu poder e desviar a atenção das massas de seus verdadeiros problemas para o inimigo “estrangeiro". A única maneira de alcançar a unidade da América Latina é através da extensão da revolução socialista em todo o continente e mais além.

Defender a revolução venezuelana!

Armar o povo através das milícias operárias e camponesas!

Expropriação da propriedade da oligarquia e do imperialismo!

Pela unidade dos povos da Venezuela e da Colômbia!

Por uma Federação Socialista da América Latina e do Caribe!


Jorge Martin
28/07/2010